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Dia infausto

Acostumar-se ao calor do carinho e do sentimento e sofrer com a sua ausência no fim do dia. Uma sexta-feira solitária, longe de quem eu gostaria estar. O mais infeliz dos dias recentes. Essa instabilidade emocional, mantém o meu cérebro desabitado, sem o menor desejo de pensar, fazendo com que eu seja apenas um corpo, carecido de uma alma, que provavelmente faria com que a chama se mantivesse acesa.

As mais fúnebres ânsias retomam os meus pensamentos e ouço uma voz ecoando para que eu – simplesmente – não existisse. Perco-me em um labirinto quilométrico e choro como uma criança que se perdeu da mãe em um supermercado. Minhas expressões enrijecem, minha voz se cala e me mantenho solitária como um barco à deriva em um oceano tenebroso. É quando eu me proponho a escrever, a retalhar o meu peito até conseguir respirar.

E faço tudo para reaver a minha paz… Você. Indiretas como essa, telefonemas com poucas palavras, mensagens de amor. Tudo porque simplesmente amo. E te quero por perto. E jamais vou te magoar. O problema é quando te magoo involuntariamente, porque me perco ainda mais nos meus argumentos, me desespero no teu desprezo, e me deprimo na falta do seu amor. Quero a tua felicidade, como desejo a minha. Quero esse sorriso lindo, bobalhão, que me desperta ápices e orgasmos de alegria. Invadir a sua cama e, de todas as formas, demonstrar o imensurável amor que sinto por você.

Eu sou sua de uma maneira irreversível. Estás condenado ao drama que é estar comigo, contudo, saiba que meus sentimentos são imaculados e cegos.

te amo imensamente, infinitamente.

Até que enfim, o amor!

Pegue o seu megafone, pare na rua mais movimentada da metrópole mais próxima e grite ao mundo que o amor chegou.

A hora certa é quando não faltam mais palavras para descrevê-lo, quando ele está nas suas entranhas. Quando clichês, pieguices e tolices são terminantemente ignorados pelo seu cérebro e você age  como um ser puramente emocional, irracional. É quando todas as coisas não passam de frivolidades, se você não está com ele.

Palavras não são tão necessárias, quando sorrisos e olhares dizem tudo. A banalização do eu-te-amo, instantes eternos de bem-me-quer. A predestinação da loucura, a corrupção da sua normalidade. Ter coisas a fazer, sono a ser colocado em dia e estar em busca de versos que façam ressoar o vazio que ficou logo após a sua partida.

São cachos, mãos macias e risadas escandalosas. Sem ele poderia existir um sábado chuvoso perfeito? Corpos agitados desnudam um colchão, um show com diversas trocas de figurinos. Dores que só serão sentidas no dia seguinte. O amor não tem nada de grandioso. Suas demonstrações mais belas são minimalistas. Um texto público feito só para você, meu amor. Peço desculpas se o sono desligou parte de mim, mas eu não poderia deitar sem me declarar de todas as formas.

David, eu te amo. Já sinto sua falta. Eu só quero você.

beijos de quem te quer bem.

 

Ester.

 

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