Acostumar-se ao calor do carinho e do sentimento e sofrer com a sua ausência no fim do dia. Uma sexta-feira solitária, longe de quem eu gostaria estar. O mais infeliz dos dias recentes. Essa instabilidade emocional, mantém o meu cérebro desabitado, sem o menor desejo de pensar, fazendo com que eu seja apenas um corpo, carecido de uma alma, que provavelmente faria com que a chama se mantivesse acesa.
As mais fúnebres ânsias retomam os meus pensamentos e ouço uma voz ecoando para que eu – simplesmente – não existisse. Perco-me em um labirinto quilométrico e choro como uma criança que se perdeu da mãe em um supermercado. Minhas expressões enrijecem, minha voz se cala e me mantenho solitária como um barco à deriva em um oceano tenebroso. É quando eu me proponho a escrever, a retalhar o meu peito até conseguir respirar.
E faço tudo para reaver a minha paz… Você. Indiretas como essa, telefonemas com poucas palavras, mensagens de amor. Tudo porque simplesmente amo. E te quero por perto. E jamais vou te magoar. O problema é quando te magoo involuntariamente, porque me perco ainda mais nos meus argumentos, me desespero no teu desprezo, e me deprimo na falta do seu amor. Quero a tua felicidade, como desejo a minha. Quero esse sorriso lindo, bobalhão, que me desperta ápices e orgasmos de alegria. Invadir a sua cama e, de todas as formas, demonstrar o imensurável amor que sinto por você.
Eu sou sua de uma maneira irreversível. Estás condenado ao drama que é estar comigo, contudo, saiba que meus sentimentos são imaculados e cegos.
te amo imensamente, infinitamente.